A hora é agora

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, definiu em seu discurso de posse no último dia 1º algumas de suas prioridades para os próximos quatro anos da gestão estadual sob seu comando. Entre os destaques, o governador frisou o desejo de valorização dos servidores estaduais.

Caiado tem a chance de escrever a sua própria história em uma página em branco em praticamente todas as áreas. Na Saúde, na Educação, na Fazenda e no Desenvolvimento Econômico, o Governo de Goiás tem inúmeros desafios e a forma que irá escolher para resolvê-los ficará registrado para descrever sua passagem pelo comando administrativo do Estado.

A mesma oportunidade Caiado terá com a relação que o gabinete do governador irá estabelecer com os milhares de servidores, citados nominalmente em sua lista de sete prioridades.

De acordo com informações do Portal Transparência do Governo de Goiás, o Estado possui 172.029 vínculos, dos quais 68.021 são servidores efetivos e 46.336 são aposentados. São 6.839 comissionados sem vínculo contra apenas 880 comissionados efetivos.

O anúncio no apagar das luzes de 2018 de que o Governo José Eliton (PSDB) não pagaria – como não pagou – os salários do mês de Dezembro a este contingente de trabalhadores é um retrato de como uma má gestão, protegida por massiva Propaganda e com informações distantes da realidade, pode afetar o cotidiano de milhares de famílias.

No entanto, esta é a primeira oportunidade que Ronaldo Caiado terá para colocar em prática o seu discurso: criar uma nova relação do Estado com o seu servidor a partir da valorização dos trabalhadores.

Nada é mais simbólico e efetivo que o pagamento dos salários em dia, em nome da manutenção de uma relação legalista, respeitosa e de valorização.

O resultado de 20 anos da gestão do PSDB em Goiás foi sublimada nas urnas através do desempenho eleitoral de seus principais protagonistas. O legado da quebra e da venda da Celg, do sucateamento da UEG e o colapso do uso das OSs na Educação e na Saúde – somente para citar alguns exemplos – foi mascarado por muito tempo, mas teve o seu devido tratamento pela população em outubro passado.

O que ocorre, agora, é a necessidade de reconhecimento de que a dívida com os trabalhadores do Estado de Goiás não é de uma gestão, mas, trata-se de um compromisso institucional do Governo. Não é o gestor quem deve, é o Estado. Portanto, é uma agenda financeira que precisa ser honrada o quanto antes para que seja restabelecida a normalidade das relações trabalhistas legais.

Politicamente é a chance que o novo governo tem para mostrar aos trabalhadores quais são as suas intenções e quais serão os parâmetros para escrever nesta página em branco nas tratativas do gabinete estadual com seus servidores.

Em nosso mandato na Assembleia Legislativo vamos manter a mesma trajetória que construímos, baseada na defesa e na valorização dos servidores, ampliando a nossa luta pela valorização salarial, de melhores condições de trabalho e na possibilidade de crescimento profissional.

Passadas as eleições, o momento de arregaçar as mangas e trabalhar por Goiás chegou. A hora é agora.

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