“Acredito que fizemos a diferença na vida das pessoas”, aposta Gomide

residencial-copacabana-anapolisAntes da inauguração do primeiro conjunto de moradias populares construído através do programa Minha Casa Minha Vida do Governo Federal, Anápolis contava com poucos residenciais elaborados a partir da política pública da habitação popular. Os mais conhecidos da época eram a Vila Esperança e o Conjunto Filostro. A partir da entrega do residencial Copacabana, no ano de 2011, Anápolis assistiu à entrega de mais cinco outros residenciais: Summerville, Santo Antônio, Santo Expedito, Servidor, Leblon e Nova Aliança. Ainda em 2016, mais três residenciais serão entregues: Colorado, Polocentro e São Cristóvão.

 

É o que afirma a diretora do núcleo do programa Minha Casa Minha Vida da Prefeitura, Maria Aparecida Brito. Ela disse que o processo de seleção das famílias já foi realizado através de sorteio e que estão sendo aguardados, apenas, os últimos procedimentos legais para a entrega das chaves. “Já queríamos ter entregado estas moradias, mas tivemos alguns esbarros que não dependiam da gente”, citou a diretora, explicando o exemplo do residencial Polocentro, que ainda não pôde ser entregue por conta itens de infraestrutura não concluídos pela Saneago.

 

Investimentos

As construções das moradias dentro do Minha Casa Minha Vida foram feitas a partir de recursos da Caixa Econômica Federal, através do Ministé- rio das Cidades. Segundo a assessoria de imprensa da Caixa, os residenciais entregues pela Prefeitura compreendem a primeira faixa do programa, voltada para famílias com renda de até R$ 1.600. Nesta linha, já foram contratadas 4.999 unidades com investimento de mais de R$ 227 milhões. Já nas faixas seguintes do programa, as chamadas 2 e 3, nas quais os interessados solicitam linhas de financiamento dentro do Minha Casa Minha Vida à Caixa, outras 8.026 unidades foram contratadas e contabilizam investimentos superiores a R$ 807 milhões. Somadas as três faixas do programa, o investimento total foi de mais de R$ 1 bilhão somente em Anápolis.

 

Política de inclusão

 

A diretora Maria Aparecida Brito lembra que, quando assumiu a coordenação do programa, mais de 20 mil cadastros foram contabilizados. Inicialmente, a seleção das famílias era realizada através de um processo de triagem com a participação de assistentes sociais e de sociólogos que visitavam cada grupo familiar. Mas em 2013, instruções normativas alteraram este processo e tornou o sorteio como a forma de escolha. “Mesmo assim, as triagens não deixaram de ser feitas. Elas continuaram sendo usadas para filtrar os inscritos que participariam dos sorteios”, explicou a diretora. A dona de casa Cecília Vieira foi uma das contempladas do último sorteio do Minha Casa Minha Vida para o residencial São Cristóvão a ser entregue este ano.

 

Ela conta que já preparou a documentação para a celebração do contrato com a Caixa e que está ansiosa pela entrega das chaves do seu apartamento. “Cansei de ouvir dizer que me inscrever no programa era a toa. Hoje eu sou a prova de que o Minha Casa Minha vida, verdadeiramente, contempla aqueles que precisam”, disse Cecília, ao lembrar dos anos contínuos que vive de aluguel.

 

Servidores públicos municipais foram beneficiados dentro do programa

 

Quando foi idealizado, o residencial do Servidor, composto de prédios de apartamentos, seria, integralmente, destinado a servidores públicos municipais que se encaixavam nos requisitos do Minha Casa Minha Vida. Após acordo com o Ministério Público, a distribuição das unidades habitacionais foi reavaliada para também atender outros inscritos. Ao final, 70% dos apartamentos ficaram com o grupo de servidores e 30% com os demais. A construção de moradias populares para atender servidores públicos foi um fato inédito dentro do programa. Localizado no setor Victor Braga, região nobre da cidade, o conjunto de apartamentos já tinha toda uma infraestrutura organizada na região.

 

Mais moradias

Dentro do programa – PAC 1 e 2, outros contratos de moradia popular também foram celebrados e resultaram em residenciais específicos para atender pessoas em situa- ções que viviam em áreas de risco. Atenderam essa demanda unidades no Setor Sul Jamil Miguel, Adriana Parque, Vila Feliz, Jardim Itália e Trabalhador I e II. “Podemos contabilizar estas, também, porque foram destinadas a pessoas que se enquadrariam no Minha Casa Minha Vida”, observou a diretora. Sobre novos residenciais a serem construídos dentro do programa, Maria Aparecida Brito disse que a prioridade e concluir a entrega dos três últimos que estão programados para este ano, mas que o processo de inscrição dos interessados é contínuo e acontece na sede da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, localizada no piso superior do Terminal Urbano de Anápolis. “O Minha Casa Minha Vida revolucionou a política pública da habitação popular e acredito que ele será levado adiante”, finalizou a diretora.

 

Acredito que fizemos a diferença na vida das pessoas, aposta Gomide 

 

Para o ex-prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, responsável por iniciar a implantação do “Minha Casa, Minha Vida” em Anápolis, o programa foi uma “porta aberta e uma esperança para milhares de famílias que nos últimos 30 anos não tinha tido um programa tão abrangente e promovido pela prefeitura”. “Fizemos do programa uma forma de buscar o cidadão de acordo com perfil econômico e abrir oportunidade a todos, a fim de evitar distorções e injustiças”, comenta.

 

Gomide destaca o planejamento prévio como a razão principal para que tenha sido possível realizar tantas unidades. “Conseguimos os recursos necessários para a cidade a fim de promover maior agilidade na construção dos condomínios”, ensina. Outra estratégia foi conseguir uma autorização junto à Câmara Municipal que tornasse possível a doação de áreas com esta finalidade. “Planejamos a execução com o cuidado de criar espaços anexos a bairros já existentes e entregando com toda a infraestrutura necessária”, completa.

 

Um dos mais importantes deste período, para Antônio Gomide, foi o Residencial do Servidor. Feito em uma área da cidade bem localizada e com 22 blocos, o empreendimento destinou-se exclusivamente ao trabalhador municipal da cidade. “Foi o reconhecimento da administração ao trabalhador, dentro das características do programa e dentro da faixa de renda. Acredito que fizemos a diferença na vida das pessoas”, conclui.

 

Fonte: Tribuna de Anápolis

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