Economia dá rumos para uma nova agenda nacional – (Tribuna de Anápolis – 16/04/2016)

antonio-gomideEnquanto há meses o Brasil está congelado em frente ao noticiário, acompanhando com desconfiança e incredulidade o que acontece em Brasília em meio às movimentações das diversas forças políticas, há uma outra agenda que, praticamente, recria um novo Brasil. Esta, por força de fatores que a maioria desconhece, tem passado longe das manchetes. Trata-se de uma série de indicadores econômicos que espantam o conceito implantado de caos econômico generalizado. Enquanto há uma disputa pouquíssimo democrática na capital federal tendo como pano de fundo a insinuação de uma crise sem precedentes, o mercado reage e apresenta balança comercial favorável.

 

Os dados referentes ao mês de março divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) apontam que as exportações superaram as importações em US$ 4,4 bilhões. Se em números, a soma chama atenção, em grau comparativo, é um recorde: este índice foi o melhor da série histórica iniciada em 1989.   Com as alterações estratégicas no campo econômico, ocorreu uma queda da demanda por produtos importados e, como desdobramento, verificou-se um impacto positivo na balança comercial.

 

Enquanto o noticiário espalha previsões catastróficas insufladas por grupos interessados em instaurar um clima desfavorável para a população, para o Governo e para a Democracia, somente no primeiro trimestre deste ano, a balança comercial brasileira ficou positiva em US$ 8,4 bilhões. Novamente, uma superação em termos comparativos: este é o melhor resultado para o período desde 2007, quando o saldo positivo foi de US$ 8,7 bilhões.   Com a consolidação desta curva ascendente na balança comercial, que apresenta relações favoráveis desde o ano passado – haja vista que exportações superaram as importações em US$ 19,7 bilhões em 2015 – tanto o Banco Central quanto o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio mantiveram projeções otimistas para Balança Comercial brasileira.

 

O Bacen anunciou previsão de resultado positivo de US$ 40 bilhões, enquanto o MDIC, ainda que menos otimista, aponta previsão de US$ 35 bilhões. Os produtos que mais se destacaram nas exportações foram a soja, milho, carnes, algodão, aviões, etanol, automóveis e ouro. Dados como estes evidenciam ao País que existe uma disposição pontual e meticulosamente organizada a fim de desestabilizar a Economia e a visão dos brasileiros quanto ao futuro, com o intuito de, sim, promover desgastes do atual Governo da presidente Dilma. Quem ganha com este linchamento e com o direcionamento da pauta econômica para uma progressão de caos são setores da política intimamente ligados com setores econômicos que miram o enfraquecimento nacional.

 

É a tática do “quanto pior, melhor”, aplicado ao setor econômico. Se existe, por um lado, um momentâneo cenário de recessão da economia cotidiana, os prognósticos para uma reação em curto prazo são dos mais positivos e factíveis. É fundamental ao Governo e a todos os entes ligados à produção e com participação direta nos benefícios desta balança positiva que tenham compromisso e responsabilidade na criação de uma agenda que combata o pessimismo.

 

É compromisso de cada um de nós, comprometidos com o crescimento do Brasil, interessados na consolidação dos avanços sociais e, sobretudo, incansáveis defensores das conquistas do Estado Democrático, estabelecer uma ligação direta desta pauta de bons números e ótimos resultados com a sociedade.   Em tempos de disseminação de informação em grandes volumes através da internet, é imprescindível tratar dados e informações técnicas de interesse de todos com o devido peso e importância. Só assim podemos fazer uma agenda para o desenvolvimento econômico baseada nos números dos dados consolidados neste início de ano.   Desta forma, é necessário criar uma agenda política para dar um novo impulso ao crescimento nacional. Este é o verdadeiro anseio de todos os brasileiros.

 

Artigo publicado na Tribuna de Anápolis.

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