Mãos à obra ( O Popular)

Passado o período eleitoral, é chegada a hora dos governantes eleitos assumirem a responsabilidade que a população lhes conferiu nas urnas. Do lado das oposições, o momento é de esfriar os ânimos e permitir que os governos, escolhidos legitimamente pelo voto, possam preparar seus planos e executar suas primeiras ações. A oposição crônica precisa dar lugar ao bom senso e a sensatez política. Até porque, os eleitores tornam-se cada vez mais críticos e bem informados, e repudiam, na medida em que tais características afloram, os atores políticos – sem aspas – travestidos de perfeitos, de paladinos da ética e da justiça. O que querem ver, por parte dos políticos de situação e oposição, cada um dentro de suas possibilidades, são ações verdadeiras que possam gerar, efetivamente, o bem comum. Para isso, muitas das vezes, sobretudo em início de governo, se faz necessária a união.

 

Paralelamente, é preciso ser descartado o pessimismo de alguns moralistas de toga, de redação, jaleco, terno e gravata. Uma visão positiva, de confiança em nosso Estado e em nosso País, é a que deve ser empregada em 2015. O advento das redes sociais, que se transformaram no mais democrático palco de debates e disseminação de informações, e uma maior percepção sobre a importância da atividade política entre a população, já dão mostras de que estamos mais fortes e caminhando aos poucos rumo ao fortalecimento da nossa democracia. Se levado em consideração que a participação social na política é a base fundamental para o crescimento, em todos os níveis de um país, o que disse a presidenta Dilma durante seu discurso de posse condiz com nossa realidade: “O destino que estamos construindo é o de um país mais desenvolvido e mais justo” – justamente porque aumentou o número de mãos interessadas na construção do Brasil.

 

Que a presidente Dilma, com seu governo de coalizão, consiga, ainda mais, desenvolver e aperfeiçoar as políticas sociais; articular com as centenas de movimentos populares a reforma política; levar aos que ainda não têm, acesso a boa educação, em todos os níveis; continuar com as obras de infraestrutura, importantes para melhorar nossa mobilidade urbana e nossa economia; conseguir ampliar a interiorização da saúde.

 

No que se refere a Goiás, torço muito para que o governador Marconi Perillo avance um pouco mais em algumas áreas. Espero que consiga, acima de tudo, “buscar” o nosso desenvolvimento social, que esta lá atrás, e equipará-lo com o nosso, já forte, desenvolvimento econômico, através, principalmente, da disponibilização – verdadeira – da boa educação no ensino médio e profissionalizante, do fomento a cultura, da prática esportiva para os jovens como alternativa às drogas e consequentemente como fator atenuante a violência, sem deixar, dentro do que ele acredita como modelo ideal de administrar, de garantir direitos aos goianos em todas as áreas, em especial a saúde.

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