Oportunidades sim, direitos também (Diário da Manhã – Dia do trabalhador)

Milhões de trabalhadores brasileiros na maioria dos dias partem de suas casas para cumprir responsabilidades através do seu trabalho. Suas ações sustentam suas famílias e de alguma forma beneficiam as tantas outras da sociedade. O fruto da luta de muitas gerações permitiu aos trabalhadores não apenas oportunidades mas direitos e, a consequência disso, um ambiente nacional mais digno e justo.
-
Em 1940, Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo, um ano depois a Justiça do Trabalho. Desencadeando no surgimento da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943, que garantiu o direito a férias e a aposentadoria. Jango, durante seu governo, também sensível às causas populares, criou o 13º salário. De lá para cá, outras conquistas surgiram, dentre elas: a redução da jornada de trabalho, a licença maternidade, aposentadoria para pessoas com deficiência física e o seguro-desemprego.
-
O Brasil foi um dos poucos países em que a renda da classe média e da base da pirâmide aumentou mesmo num período de crise econômica pelo mundo. Conseguimos avançar, como nunca, na redução da desigualdade e da pobreza. Entre janeiro de 2011 a março deste ano quase cinco milhões de postos de trabalho foram gerados, 4.845,257. Outro dado importante, mas sem muita divulgação é a crescente participação das mulheres no mercado de trabalho, fruto de políticas voltadas para a formação profissional, como o PRONATEC – a principal delas -, oferecido pelo Sistema S e pelas unidades federais e estaduais de ensino. Vale lembrar também da PEC das Domésticas, lei que foi promulgada em abril de 2014 pelo Congresso Nacional. De forma que fica claro que está em curso uma disputa de dois projetos, e os pessimistas de plantão não valorizam e não enxergam esses avanços.
-
Os direitos conquistados pelo povo brasileiro garantiram mais que oportunidades para que melhorassem sua qualidade de vida. Agora, é preciso, além de manter essas conquistas, ampliá-las. O desafio do momento é impedir que um duro golpe contra a CLT aconteça. O PL 4330, que regulamenta a terceirização, não modernizará como pregam seus defensores – dentro e fora da Câmara dos Deputados – as relações de trabalho, virá para enfraquecê-las. Na prática diminuirá as responsabilidades e aumentará os lucros para uma minoria em detrimento da maioria. Qual Brasil nós queremos? O do capital especulativo, do “usa e joga fora” ou o Brasil da justiça social?
-
Neste 1º de maio, faço coro aos diversos movimentos sociais, estudantis e sindicais que promoverão durante o dia de hoje atos contra a precarização das relações de trabalho, contra o golpe e a favor da democracia, em favor do atual Estatuto da Criança e do Adolescente, e em comemoração ao Dia do Trabalhador e das Trabalhadoras. Dado que, se faz necessário é avançar na direção da felicidade e dignidade da pessoa humana!

VOLTAR