“Povo de Anápolis não quer volta ao passado na política”, aponta Gomide

antonio-gomideA gestão de Antônio Gomide foi transformadora na cidade. De um município desacreditado e cujo anúncio de uma simples licitação fazia empresários passarem longe, hoje Anápolis possui novas perspectivas em diversas áreas. Grande parte desta mudança aconteceu durante os anos de 2009 e 2014, quando Antônio Gomide foi prefeito. Reeleito com mais de 88% dos votos na maior votação do Brasil, o ex-prefeito afirma que as mudanças só vieram “porque a população abraçou o projeto de transformação e acreditou que era possível”. “Fomos, eu e toda esta equipe que ainda está trabalhando, um instrumento de execução da vontade popular, através de um planejamento cuidadoso, escutando a vontade da cidade”, explica. Por conta da sua passagem pela administração municipal, Gomide convidado pelo programa Sala Vip, da Manchester, e pelo Bate-Rebate, da Rádio São Francisco, a fazer uma análise do panorama político e eleitoral.

 

Gomide destaca que estas transformações são parte integrante do presente de Anápolis. “O que iniciamos está ainda em desenvolvimento e ampliação com o prefeito João Gomes. Como nosso sucessor e como parte desta equipe, foi ele o responsável por seguir criando e executando nossos projetos, abrindo canteiro de obras, inaugurando parques, hospitais, postos de Saúde e creches”, destaca.

 

E é neste caráter temporal que Gomide analisa o momento político-eleitoral do anapolino. “Sentimos um ar de evolução e de desejo por mais: mais creches, mais ampliações e reformas de praças, mais unidades de Saúde, mais asfalto e mais geração e distribuição de renda, seja com a formação profissional, seja com o auxílio social ou mesmo com a abertura de postos de trabalho”, explica. Segundo ele, não há no anapolino uma saudade de um passado remoto. “Não vivemos qualquer saudosismo de alguma administração do passado que fez algo que deixou uma lacuna e que, por isto, deveria voltar. Os grupos políticos do passado deram a sua contribui- ção como puderam, mas não houve um legado”, observa.

 

Para Gomide, basta realizar esta pergunta a um grupo importante e que, por muitas vezes, é decisivo numa eleição municipal: os servidores públicos. “É só saber deles, ou dos aposentados. Afinal, muitos viveram a experiência de passar quatro, cinco meses com salários atrasados. E hoje planejam sua vida com segurança depois do Plano de Cargos e Salários implementado no primeiro de nossa gestão, em 2009”, compara.

 

Candidatura

 

Recorrentemente perguntado sobre um projeto de retorno à Câmara Municipal, o ex-prefeito enaltece o orgulho que sente pelo prestígio conquistado. Para ele, é o resultado do trabalho desenvolvido no Executivo que faz com que as pessoas tenham esta expectativa de candidatura a vereador. “Sempre fizemos política pensando na cidade. Gostamos da cidade e tivemos a oportunidade de realizar um grande trabalho. É esta convivência que faz com que as pessoas lembrem do nosso nome”, afirma.

 

O objetivo principal para este 2016, enaltece, é a reeleição do prefeito João Gomes. “Nossa meta é fazer com que o projeto que iniciamos em 2009 tenha a continuidade de mais quatro anos através do prefeito João Gomes”, prioriza. “Tivemos um projeto bem avaliado nas urnas e agora precisamos que ele tenha andamento. Parar agora será o retrocesso de tudo que conquistamos. Porque Anápolis, hoje, tem direção e um rumo certo de desenvolvimento”, explica. “E, se for necessário ser candidato a vereador para ajudar neste trabalho e somar tendo voz nas ruas e um diálogo melhor com as pessoas da cidade, eu estou à disposição para defender na Câmara Municipal este projeto que iniciamos. Mas isto é uma consequência deste objetivo principal”, esclarece.

 

“Nosso diferencial foi cuidar das pessoas”, diz ex-prefeito

 

Quando perguntado sobre o traço marcante da atuação da sua gestão, o ex-prefeito Antônio Gomide é pontual: a atenção às pessoas em detrimento de índices matemáticos de riqueza. “O que eu e João Gomes sempre tivemos em mente é que era preciso dar atenção à qualidade de vida do cidadão. Da criança ao idoso. Foi isto que iniciei em 2009 e é desta forma que vejo o João realizando desde 2014: cuidamos do indivíduo e de seu bairro, gerando Educação, Saúde e conforto com o asfalto, com praças e parques”, explica.

 

“Nós conseguimos mostrar uma gestão com trabalho, não com conversa. Há muita conversa sobre gestão que, na verdade, é conversa política. Nós temos o que mostrar, sem achismos, sem discurso”, provoca. Para Gomide, gerar emprego e renda é tão importante quanto gerar justiça social. E, acima disto, amparar quem está em situação de risco. “Nossos programas sociais, em parceria com o Governo Federal, visam contribuir para inverter este quadro de abismo econômico: devemos priorizar as pessoas que precisam de ajuda para se qualificar profissionalmente ou mesmo para se alimentar”, revela.

 

Questionado sobre a arrecadação municipal e o PIB durante sua gestão, Gomide diz que foi o prefeito da cidade e não simplesmente do Daia. “Quando cheguei à Prefeitura, falava-se muito no Daia como sendo uma cidade paralela a Anápolis. Sim, era uma cidade rica enquanto nós tínhamos um abismo social. O que fizemos e precisamos seguir fazendo é equacionar investimentos. Não adianta ter empresas e indústrias que gerem um PIB rico e ter as pessoas pobres”, pontua. Desgastes Sobre o cenário nacional e o desgaste da imagem do PT, partido que integra ao lado do pré-candidato João Gomes, o ex-prefeito faz uma análise localizada. “As eleições municipais têm vida própria.

 

O eleitor possui uma maturidade interessante em saber separar os protagonistas municipais, suas conquistas e sua relação com as pessoas, e os nomes que circulam as páginas do noticiário nacional”, avalia. Além disto, pondera “é fundamental impedir a maldade dos adversários em querer colocar todos num mesmo saco, como sendo a mesma coisa”. “Se todos políticos fossem iguais, nós não teríamos feito a diferença em Anápolis e não teríamos sido reconhecidos como fomos justamente pela política diferente e inovadora que vemos nas ruas atualmente”, finaliza.

 

Fonte: Tribuna de Anápolis

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