Prefeitos tiveram bom índice de recondução (Matéria Jornal Opopular – 31/05/2015)

OpNo universo dos 15 maiores municípios de Goiás, 21 prefeitos foram beneficiados com o instituto da reeleição, criado em 1997 e agora prestes a ser derrubado pelo Congresso. Dos 21, 3 foram reeleitos depois de assumirem parte dos mandatos dos antecessores – ou seja, eram vice (veja quadro). Assim, 18 prefeitos tiveram duas gestões completas em seus municípios.
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Outros 11 prefeitos disputaram reeleição e saíram derrotados ao longo dos 18 anos da emenda em vigor. Um total de 17 não enfrentaram tentativas de se manter a frente do Executivo. Considerando dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o maior beneficiado no grupo de maiores cidades foi o prefeito de Jataí, Humberto Machado (PMDB), que está no quarto mandato. Eleito em 1996, ele pôde concorrer novamente em 2000, quando venceu. Em 2008, voltou a disputar e foi reeleito em 2012.
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Na capital, os dois últimos prefeitos foram reeleitos – Iris Rezende (PMDB), em 2008, e Paulo Garcia (PT), que se manteve no comando do Paço depois de assumir a Prefeitura por um ano e oito meses, depois que o peemedebista renunciou para disputar o governo estadual.
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Antes dos dois, Pedro Wilson (PT), hoje secretário municipal, tentou a reeleição, mas saiu derrotado em 2004. Nion Albernaz (PSDB), que comandou a cidade de 1997 a 2000, não quis disputar novo mandato e encerrou a carreira política.
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Em Aparecida de Goiânia, segundo maior município do Estado, dois prefeitos foram reeleitos – Ademir Menezes e Maguito Vilela (PMDB). O grupo dos 15 maiores municípios de Goiás soma, segundo registros do TSE, 2.329.340 do total de 4.331.733 eleitores no Estado. Se entrar em vigor, a medida valerá para prefeitos que forem eleitos em 2016 e presidentes e governadores eleitos em 2018.
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Prefeito por duas vezes em Anápolis, Antônio Gomide (PT) avalia que quatro anos é tempo suficiente para realizar boa administração. “Dá para fazer uma boa gestão nesse espaço de tempo. Basta ter planejamento, metas e foco. Porque o Executivo, ao contrário do Legislativo, onde se faz debate e defende teses, não é local de discurso, mas de realizações e apresentação de resultados, é isso o que a sociedade espera”, afirma.
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“Não foi isso que a população pediu quando foi às ruas em 2013. A reeleição não é ponto desacreditado da política, até porque a própria população é quem decide se reelege o gestor. A reforma tinha de ser muito mais ampla e vejo com frustração o que aconteceu no Congresso.”
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Já Adib Elias (PMDB), deputado estadual e ex-prefeito de Catalão por dois mandatos, afirma ser favorável ao fim da reeleição desde que o mandato seja estendido para cinco anos. Para ele, quatro anos é pouco tempo para o gestor cumprir os compromissos de campanha.
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“Sou extremamente favorável ao fim da reeleição e à realização de eleição a cada cinco anos”, diz.

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