Somos todos Goiás

Os dados do IBGE apontam que a desigualdade regional em Goiás aumentou nos últimos 15 anos. De 2002 para 2017 houve um aprofundamento na distância da participação das regiões Norte e Noroeste de Goiás no PIB goiano em comparação com as regiões Centro e Sul.  Atualmente, as regiões Norte e Noroeste tem apenas 6,25% de participação, enquanto a área que compreende Sul e Centro possuem 83%.

Os números evidenciam uma herança histórica deixada por gestões anteriores. Em 15 anos, a participação das regiões mais críticas recuou em 1,51%. As tentativas, portanto, foram infrutíferas.

O cenário deixa claro que há uma demanda urgente de planejamento que atenda com efetividade às regiões mais carentes. Para haver condições à atração de empresas, geração de emprego e distribuição de renda, é preciso que o Estado faça sua parte, investindo nas cidades. A Educação, por exemplo, é parte fundamental para a qualificação profissional, a geração de oportunidades com formação especializada para atender aos mercados de trabalho.

Mas o que se vê até o momento é o oposto. O Governo de Goiás, sob o comando de Ronaldo Caiado, demonstra muito mais interesse em fazer caixa através do corte de investimentos, redução de incentivos fiscais e até mesmo encolhendo a participação da Educação Pública e Gratuita em todo o Estado, que já perdeu dezenas de escolas desde 2019.

A Universidade Estadual de Goiás igualmente passa por um encolhimento de investimentos e perda de campus, diminuindo oportunidades. Se antes, uma política de incentivo não foi suficiente para combater a desigualdade, a tendência é que este abismo se aprofunde.

As regiões Norte e Noroeste, a exemplo das áreas estratégicas, demandam um projeto que tenha começo, meio e fim. Que apresente ferramentas e projeções de resultados de onde se quer chegar. Se a falta de diálogo do Governo de Goiás com as prefeituras é um ponto que dificulta a atuação dos prefeitos, nas cidades em que os desafios são maiores, esta ausência é ainda mais notada.

O governador Ronaldo Caiado teve um ano para se ambientar em sua nova função. Agora precisa deixar a postura parlamentar, cujo parlatório é seu grande instrumento, e passar a dar rumo e cara ao seu Governo, usando o poder da caneta para definir ações, lançar obras e coordenar projetos que possam, de fato,

fazer a diferença nestas regiões, gerando mais oportunidades e qualidade de vida aos goianos.

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