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Deputado estadual Antônio Gomide reforça defesa dos servidores públicos de Goiás e do Ipasgo

Durante a abertura dos trabalhos legislativos na Assembleia Legislativa de Goiás, o deputado estadual Antônio Gomide (PT) utilizou a tribuna para defender os servidores públicos estaduais. Falando em nome da oposição, afirmou que não há Estado forte com servidores desvalorizados e apontou perda de direitos, ausência de concursos públicos e falta de diálogo como fatores que, segundo ele, contribuíram para o agravamento da situação do funcionalismo.

Gomide lembrou o congelamento da data-base durante o período do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), a retirada de benefícios como quinquênio e licença-prêmio, além da aplicação do desconto previdenciário de 14,25% sobre os vencimentos, inclusive de aposentados. Para o deputado, a desvalorização repercute diretamente na qualidade dos serviços prestados à população nas áreas de educação, saúde e segurança pública.

“Acabou o Regime de Recuperação Fiscal e nada de pagar os aumentos devidos. O governo estadual também retirou o quinquênio, a licença-prêmio e implantou o desconto de 14,25% em todos os vencimentos dos servidores, inclusive dos aposentados e aposentadas”, ressaltou.

Ipasgo

Ao tratar da assistência à saúde dos servidores, o parlamentar destacou que o Ipasgo permanece como principal alternativa para a maioria dos funcionários estaduais.

“É importante dizer que a bancada de oposição desta Casa votou contra esses projetos. Precisamos lembrar que o governo estadual vendeu o Hospital do Servidor Público, construído ao longo de 15 anos, sem diálogo com os servidores. Quero também registrar, como servidor aposentado e concursado na área da saúde, que o Ipasgo, em mais de 60 anos de existência, já salvou milhares de vidas. Ele é a única opção da grande maioria dos servidores estaduais para garantir plano e atenção à saúde”, afirmou.

O deputado ressaltou ainda que votou contra o projeto do Executivo que incluiu a cobrança aos dependentes de beneficiários do Ipasgo Saúde e também se posicionou contrário à proposta de mudança de natureza jurídica da autarquia. Segundo ele, as alterações trazem preocupações quanto à sustentabilidade do atendimento e à proteção dos servidores. A bancada de oposição, acrescentou, manteve posição contrária às medidas durante toda a tramitação na Assembleia.

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