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Projeto do deputado Antônio Gomide sobre polilaminina ganha destaque na imprensa e reacende esperança para vítimas de lesão medular

O projeto de lei apresentado pelo deputado estadual Antônio Gomide (PT), que trata do uso da polilaminina no tratamento de lesões medulares, ganhou destaque na imprensa goiana nesta quarta-feira, 25, com reportagens no Jornal Anhanguera, da TV Globo, exibido pela TV Anhanguera, e no jornal O Popular. A repercussão amplia o debate público sobre uma proposta que busca abrir caminhos para novas possibilidades de tratamento a pessoas que sofreram traumas raquimedulares.

A discussão ganhou mais relevância com a história do delegado Leonardo Sanches, de 44 anos, que ficou tetraplégico após um acidente na GO-330, entre Leopoldo de Bulhões e Silvânia. Segundo reportagem da TV Anhanguera, ele se tornou o primeiro goiano a receber uma dose de polilaminina, após decisão judicial que autorizou o acesso ao tratamento experimental. Em janeiro, a Anvisa liberou estudo clínico para avaliar a eficácia e a segurança da substância na regeneração de lesões medulares.

Diante da realidade de quem enfrenta esse tipo de trauma, Gomide apresentou projeto na Assembleia Legislativa de Goiás propondo a flexibilização do acesso à polilaminina pelo Sistema Único de Saúde em Goiás. A matéria prevê que o tratamento experimental possa ser realizado na rede estadual sem necessidade de autorização judicial prévia, desde que haja indicação de equipe multidisciplinar composta por neurologista, ortopedista e especialista em medicina regenerativa.

Na justificativa, o deputado destaca o alto índice de traumas raquimedulares no estado e o atual cenário de judicialização para obtenção de tratamentos inovadores. Segundo ele, quando o acesso depende exclusivamente de ações individuais na Justiça, cria-se um cenário de demora e desigualdade. A proposta, portanto, visa fomentar um debate responsável e transparente, construindo protocolos técnicos que garantam equidade e segurança aos pacientes.

O texto também prevê que a Secretaria de Estado da Saúde possa firmar parcerias com o laboratório Cristália para fornecimento da substância, capacitação de equipes e suporte técnico. Os recursos viriam do Fundo Estadual de Saúde, com prioridade para aplicação em pacientes nas primeiras 72 horas após o trauma, período considerado decisivo para possíveis resultados.

Além de propor uma medida administrativa, o projeto busca abrir uma discussão ampla sobre inovação, ciência e acesso à saúde pública. Em um tema que envolve pesquisa em andamento e acompanhamento rigoroso das autoridades sanitárias, a iniciativa pretende estimular o diálogo entre Poder Público, comunidade médica e sociedade, na construção de alternativas que levem esperança a quem enfrenta as consequências de uma lesão medular.

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