O deputado estadual Antônio Gomide (PT) questionou a secretária de Economia de Goiás, Renata Lacerda Noleto, sobre as diferenças entre os valores previstos no orçamento estadual e os recursos suplementados ao longo de 2026. O parlamentar fez os questionamentos durante a audiência pública para apresentação das contas da Secretaria da Economia e discussão da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, realizada nesta quarta-feira, 28, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
A Suplementação Orçamentária é um recurso usado para injetar mais dinheiro em uma área que já estava prevista na LOA, mas que se mostrou insuficiente para cobrir os gastos previstos durante o ano. Em termos simples, o governo planejou um valor para certa área, como saúde, mas o dinheiro acabou antes do fim do ano e é preciso injetar mais recursos ali, evidenciando uma falta de planejamento.
Durante a discussão, Gomide destacou que o orçamento previsto para 2027 apresenta valores semelhantes aos inicialmente estabelecidos para 2026, apesar das suplementações realizadas durante o exercício financeiro. O orçamento geral do Estado recebeu cerca de R$5,3 bilhões em suplementações neste ano, diferença que, na avaliação do deputado, precisa ser considerada na elaboração da nova proposta orçamentária.
“Nós tivemos em 2026 várias suplementações, elas chegaram a mais de R$5 bilhões. Essa diferença das suplementações não estão contempladas na lei. Ou seja, a LOA não é o que está sendo executado, mas sim aquilo que estava sendo previsto. Então, de que forma essa redução no orçamento vai entrar? Vai entrar de novo como suplementação? Isso não é correto”, questionou o parlamentar, ao comparar os valores previstos para 2027 com os recursos acrescentados ao orçamento de 2026.
O deputado também pediu esclarecimentos sobre a possibilidade de novos ajustes na proposta orçamentária até o fim do ano. Para Gomide, é necessário compreender se os valores apresentados correspondem à previsão definitiva para o próximo exercício ou se poderão passar por alterações, como ocorreu na elaboração do orçamento de 2026.
Gomide relacionou a discussão à transição de governo prevista para 2027 e questionou se a mudança na administração estadual poderá resultar em alterações nas prioridades orçamentárias. “Agora nós estamos mudando de governo. Nós podemos confiar nessas informações ou nós podemos ser surpreendidos com algum tipo de mudança no final de dezembro?”, indagou o deputado.







